NO DIA DA INDEPENDÊNCIA, FIQUE EM CASA!

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“O ostracismo dos falsos ídolos pode ser o verdadeiro sucesso da verdade”, Marinho Guzman.

Diz-se do homem de bem, aquele que compactua com as ideias do líder, mas escapando do senso comum. Eu reputo como homem de bem aquele que age politicamente correto, sem as amarras do discurso vago. O homem que deseja a paz, que vive na normalidade, que não sabuja, porque não há necessidade; o homem honesto, cioso de si e de sua família, e a este fica o meu apelo: no Dia da Independência do Brasil, fique em casa!

Uma importante manifestação pró-governo conclamada pela raiz bolsonarista se aproxima – aliás, um conclame que já proporcionou operações de busca e apreensão e até prisão de um dos ventríloquos do presidente da República, o ex-deputado Roberto Jefferson, que ameaçou invadir o Supremo Tribunal Federal e incitou a militância a arruaçar, além de dirigir impropérios contra ministros da Corte.

O primeiro passo é relegar Bolsonaro ao ostracismo. Na linguagem moderna e coloquial, um dos seus significados é isolamento. O termo ostracismo é originário da Grécia antiga, e remete a uma decisão popular em que o líder, assoberbado de poder, era alijado por dez anos – o ostrakós era votado uma vez por ano, secretamente, e o condenado se recolhia ao exílio.

Bolsonaro, populista que é, precisa aparecer, e hoje é refém de um auditório que parou de crescer.

Hoje em dia é fácil boicotar a quem nada tem a acrescentar. Tecnicamente, dá se o nome de ostracismo social, muito comum no meio artístico quando um astro ou uma estrela fora de moda se distancia do cenário ideal para se estabelecer com sucesso. Bolsonaro é dependente de holofotes, haja vista seus encontros no puxadinho do Palácio da Alvorada e suas lives semanais. Bolsonaro, populista que é, precisa aparecer, e hoje é refém de um auditório que parou de crescer.

O pensamento em preto e branco ascende em nós o extremismo cada vez mais torpe. É preciso que fique claro que desejar o impeachment do presidente não é desejar o pior para o País, que, lamentavelmente, está estagnado.

É preciso ostracizar Bolsonaro; ele não é mais protagonista. É preciso pressionar Arthur Lira, aquele que detém o poder de admitir o processo de impeachment; é preciso pressionar nossos deputados. É uma tarefa complicada, mormente em momentos de muitas incertezas e de enorme polarização.

O dia 7 de setembro ficará marcado pela irresponsabilidade daquele que foi eleito pelo discurso firme de combate à corrupção e a indignação contra o PT, mas que hoje negligência ações sub-reptícias no Ministério da Saúde, durante a maior pandemia da história. Bolsonaro impôs uma característica negativa em seu governo, a de um governo perdulário, que gasta o triplo do valor de uma ponte de madeira de 18 metros no interior, apenas com a sua inauguração; um bon vivant, que gasta valores exorbitantes a fim de lhe proporcionar aparato de segurança  em passeios de motocicleta quase que semanalmente, além de colocar sigilo de cem anos no cartão de crédito corporativo. Enfim, um governo irresponsável.

São fatos e eventos que causam arrelia e que devem ser vigiados, pois o ostracismo na acepção da palavra evoluiu para um processo difícil, que exige dos atores oposicionistas mais habilidade política que jurídica, e que, no decorrer dos acontecimentos, as peças tendem a se movimentar. Na ciência política, chamamos de momentum as situações oscilantes, que podem proporcionar algo – no caso, a destituição do presidente da República, não meramente pelo arbítrio, mas pelos inúmeros crimes de responsabilidade e os iminentes crimes comuns.

No próximo dia 7 de setembro, a minoria bolsonarista, porém barulhenta, espera o beneplácito das Forças Armadas e das forças policiais para promover uma convulsão nas principais cidades do País. Em Brasília, hotéis lotados, acampamentos, caravanas de todas as partes, fazem parte do debate, mas o que se espera do Exército Brasileiro é o cumprimento de sua missão:

 Contribuir para a garantia da soberania nacional, dos poderes constitucionais, da lei e da ordem, salvaguardando os interesses nacionais e cooperando com o desenvolvimento nacional e o bem-estar social.

– Para isso, preparar a Força Terrestre, mantendo a em permanente estado de prontidão.

Enquanto o presidente frouxo, narcisista, perdulário, boquirroto, inconsequente, limitado e sevandija lucubrar suas logorreias; enquanto lacaios o seguirem, mais distantes estaremos de nos livrar do pior presidente da história recente do Brasil. Portanto, aproveitemos como se fosse o último feriado nacional com Bolsonaro. O melhor lugar para assistir o eventual fracasso do golpe em andamento é no seio de nossas famílias. Fique em casa!

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