NÃO FALE EM CORRUPÇÃO PORQUE OS CORRUPTOS E SUAS CLAQUES NÃO GOSTAM

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“A justiça não consiste em ser neutro entre o certo e o errado, mas em descobrir o certo e sustentá-lo, onde quer que ele se encontre, contra o errado”.
Theodore Roosevelt

No seu livro “Cartas de um Diabo a seu Aprendiz”, o famoso escritor C. S. Lewis, autor das Crônicas de Nárnia, usa a ficção para descrever os malabarismos empreendidos pelos diabos para convencer as pessoas a fazerem a “coisa errada”, digamos assim. Maldanado (Screwtape, Coisa-Ruim ou Fitafuso, dependendo da versão) é um diabo sênior que escreve cartas com diversos conselhos para o seu sobrinho e aprendiz Vermelindo (Wormwood, Absinto ou Vermebile, em algumas versões). Um dos conselhos do velho diabo é para que ele evite, a qualquer custo, o “ato de argumentar”. “O jargão, e não a argumentação, é o seu melhor aliado”, explica Maldanado, “o problema da argumentação é que ela leva a batalha para o campo do Inimigo. Ele também pode argumentar (…) Pelo próprio ato de argumentar, você desperta a razão de nosso paciente; uma vez desperta, como saberemos o que daí poderá resultar? (…) Lembre-se de que você existe para confundi-lo”.
Eu sempre me lembro dessa passagem do livro quando me deparo com comentários do tipo: “O combate à corrupção não vai resolver os problemas do País”. Um verdadeiro jargão, repetido à exaustão pelos inimigos de Sergio Moro, da Lava Jato e, por tabela, de todos nós que não queremos nossos impostos sendo desviados para paraísos fiscais, cavidades do corpo ou orçamentos secretos.
A tática é jogar essas frases de efeito, e outras como “a Lava Jato quebrou a economia”, e esperar os likes e comentários das claques. Quem tentar argumentar é logo acusado de “morominion”. Nós poderíamos retribuir a gentileza e chamá-los de corruptosminions, mas a melhor estratégia é realmente aquilo que mais temem: o ato de argumentar, trazendo a discussão para o nosso campo.
Isso mesmo! Com muito orgulho: o combate à corrupção e à impunidade é o NOSSO CAMPO! Ou será que, depois de ser condenado por corrupção, por dez juízes de três instâncias, e livrado (não inocentado) pela Segunda Turma do STF, o sr. Lula da Silva poderá repetir seu teatrinho no programa do Sílvio Santos, em 1989, quando lhe perguntaram o que pretendia mudar de concreto no nosso País e ele respondeu na lata: “Nós vamos provar que você pode tranquilamente colocar corrupto na cadeia. Lugar de ladrão e de corrupto é na cadeia!”? Naquela época, aparentemente, isso era bom para a economia e para os trabalhadores. As coisas mudam, né?
E o que dizer daquele que costumava bradar: “Me chama de corrupto, p…”? Vai ficar difícil repetir isso em qualquer outro ambiente fora do cercadinho depois de todas as revelações das investigações sobre ele e a família, das denúncias sistemáticas de intervenção em instituições como a Polícia Federal, do caso Covaxin, da intensa parceria com o Centrão, do Tratoraço (que tem tudo para se tornar o maior escândalo da nossa história, assim que puder ser realmente investigado) e de se gabar de ter acabado com a Lava Jato. Bolsonaro conseguiu, inclusive, ser laureado com o prêmio de “Pessoa Corrupta do Ano” pelo Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP), um consórcio internacional de jornalistas investigativos.


Para desespero do sistema corrupto, não dá para sair às ruas segurando cartazes com frases como: “Viva a corrupção” ou “Temos o direito de roubar em paz”. O combate à corrupção é uma questão, antes de tudo, moral. Todo mundo sabe que roubar é errado. Pesquisa do Instituto Travessia, de junho desse ano, revelou que, em plena pandemia, o combate à corrupção empatava tecnicamente (20%) com a saúde (21%) nas prioridades dos brasileiros. Sergio Moro foi apontado por 39% como o melhor nome para combater a corrupção (o segundo mais citado teve 8%) e também o mais honesto para 31% dos entrevistados (o segundo lugar obteve 8% de menções). Já a Exame/Ideia apontou que 80% dos brasileiros apoiam a Operação Lava Jato, em pesquisa realizada em fevereiro desse ano. Por essas e outras, só resta aos simpatizantes e defensores de corruptos mudarem de assunto, relativizarem a importância desse tema e confundirem as pessoas, como prega o diabo sênior do livro de C. S. Lewis.
O fato é que o combate à corrupção não tem um fim em si mesmo, como eles querem fazer crer. A corrupção impacta a economia, a educação, a saúde, a segurança pública… o futuro do País. “Quanto maior é a corrupção em um país, mais distantes seus cidadãos ficam de uma educação de qualidade e de um futuro melhor. Até porque educação é o oposto de corrupção. Corrupto é o adulterado, devasso, prevaricador; é quem tem maus hábitos morais, age de forma desonesta para tirar vantagens, se deixa perverter. A educação, ao contrário, remete a instrução e conhecimento, e também a gentileza e cortesia, a dotes intelectuais e morais, à civilidade e ao respeito. E essa diferença é facilmente constatada no Brasil: encheu-se o país de lama e agora, no atoleiro, a educação luta para sobreviver”, escreveu Andrea Ramal, doutora em Educação pela PUC-Rio. Não há nenhuma justificativa para aceitar algo nocivo como a corrupção, ainda mais quando se trata de um sistema corrupto, que escraviza e explora o povo brasileiro, saqueando recursos que deveriam ir para a educação, saúde e segurança pública.
Sergio Moro está buscando os maiores especialistas em cada área técnica, como Affonso Celso Pastore, na economia, e Viviane Senna, na educação. Ele sempre atuou de forma técnica e competente, como magistrado e como ministro da Justiça e Segurança Pública, alcançando resultados históricos. Não será diferente como presidente.
No entanto, o maior legado que Sergio Moro poderá deixar para o País é o “Plano Real do combate à corrupção”. Nenhum ganho na educação ou qualquer outra área será sustentável enquanto os cofres públicos estiverem sendo saqueados pelo sistema corrupto. Portanto, faça a coisa certa: defenda com unhas e dentes o combate à corrupção e à impunidade e não se cale diante dos jargões diversionistas dos discípulos do Maldanado.

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