EXCLUSIVO: A CARTA QUE EMOCIONOU SERGIO MORO HÁ UM ANO

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No dia 24 de abril de 2020, Sergio Moro se viu obrigado a tomar uma difícil decisão: pedir demissão do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, do governo Jair Bolsonaro. Durante a campanha, Bolsonaro havia prometido carta branca para Moro: “Não vou interferir em absolutamente nada dentro do Ministério, mesmo que, porventura, venha mexer com um familiar meu”, afirmou o então candidato a uma emissora de TV.

Na prática, o que se viu foi exatamente o contrário, com sucessivas tentativas de interferência, primeiro na Superintendência do Rio de Janeiro e, depois, na diretoria da Polícia Federal, com a substituição de Maurício Valeixo por Alexandre Ramagem, amigo da família Bolsonaro – hoje sob suspeita de usar a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para produção de relatórios para a defesa de Flávio Bolsonaro.

A nomeação de Ramagem foi suspensa pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, mas as ações de Bolsonaro e o vídeo da fatídica reunião ministerial, na qual Bolsonaro diz com todas as letras: “Vou interferir sim. Não vou esperar f. a minha família”, comprovam que Sergio Moro falou a verdade e fez a coisa certa, como sempre.

Depois de abdicar de 22 anos de uma brilhante carreira na magistratura, Moro assumiu a pasta da Justiça para se dedicar a três desafios: combate à corrupção, ao crime organizado e à criminalidade violenta.

Os resultados do período em que esteve à frente do Ministério da Justiça falam por si:

  • Queda de assassinatos sem precedentes históricos: menos 19% de homicídios e 6.684 vidas preservadas em 2019.
  • Queda também nas ocorrências de estupro (- 10,5%), furto de veículos (- 11,1%), lesão corporal seguida de morte (- 4,7%), latrocínio (- 21,7%), tentativa de homicídio (- 6,6%), roubos às instituições financeiras (- 36,4%), de cargas (- 22,9%) e de veículos (-24,9%).
  • Mais de R$ 2,2 bilhões de prejuízo ao crime organizado e mais de R$ 483 milhões de prejuízo evitado aos cofres públicos, com o Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas (VIGIA).
  • 2019 foi o ano em que a Polícia Federal mais apreendeu dinheiro de organizações criminosas. Os valores apreendidos até julho já eram equivalentes ao total confiscado em 2018.
  • Arrecadação recorde para o Fundo Nacional Antidrogas, que alcançou mais de R$ 140 milhões em 2019.
  • Ampliação do banco de perfis genéticos para reforçar a solução de crimes. Apenas em 2019, foram coletados 67 mil perfis genéticos de criminosos condenados e quatro laboratórios de DNA foram inaugurados.
  • Líderes de facções criminosas foram transferidos para presídios federais, uma iniciativa que nenhum outro ministro da Justiça teve a coragem de empreender.
  • Publicação de portaria impondo regime mais rígido para as visitas em presídios federais de segurança máxima.
  • Dentre outros.

Na coletiva de imprensa em que anunciou sua saída, Sergio Moro se despediu com essas palavras: “Vou procurar mais adiante um emprego, não enriqueci no serviço público, nem como magistrado, nem com o ministro. Quero dizer que, independentemente de onde esteja, eu sempre vou estar à disposição do País”.

A verdade é que, aonde quer que Sergio Moro esteja, há garantia de um trabalho ético, competente e inovador – e também de um grande estrago no mundo do crime. Não é à toa que ele é tão perseguido pelo sistema corrupto que se instalou nos Três Poderes da República. Por outro lado, Moro é uma esperança e um orgulho para os brasileiros de bem. Naquele difícil dia 24 de abril, há um ano, em uma sala do Ministério da Justiça, uma servidora de carreira leu uma carta de despedida que deixou Moro muito emocionado. Com exclusividade, a plataforma Fazendo a Coisa Certa traz essa carta aos nossos leitores. Boa leitura!

“Tenha a certeza de que aqui ficaremos para dar continuidade ao trabalho realizado pelo senhor e pela sua equipe e que nós nunca deixaremos de fazer a coisa certa, do jeito certo e pelos motivos certos, assim como o seu exemplo nos ensina. Finalmente, agradecemos pela sua confiança em nós, servidores do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que aqui seguiremos com muito orgulho de ter tido o melhor Ministro que este Ministério já teve”.  

Carta dos Servidores do Ministério da Justiça e Segurança Pública e órgãos vinculados ao Ministro Sergio Moro 

Querido Ministro, 

Hoje é um dia de despedida. E não se trata de uma despedida qualquer. É a despedida mais dolorosa pela qual já passamos ao longo de tantos anos no Ministério da Justiça e Segurança Pública. 

Temos muito orgulho de tê-lo como Ministro e agradecemos imensamente por renunciar à sua carreira de magistrado para melhorar significativamente o nosso país.  

Não foi em vão. A sua missão foi cumprida de forma digna e honrosa. As estatísticas comprovam que o trabalho realizado até aqui não tem precedentes.  

Sua gestão trouxe orgulho para cada servidor que aqui trabalha, além de ânimo, força e coragem para fazer a coisa certa sempre. 

Todos os dias nos inspiramos na sua entrega, dedicação, foco, compromisso e especialmente na luta incessante por um país melhor e mais justo.  

Agradecemos de coração por ter escolhido estar aqui, por mais difícil que tenha sido em alguns momentos.  

Agradecemos igualmente a toda a sua equipe, em nome da nossa querida Flávia Blanco e do nosso querido Dr. Pontel por terem aceitado esse tão grandioso desafio. 

Tenha a certeza de que aqui ficaremos para dar continuidade ao trabalho realizado pelo senhor e pela sua equipe e que nós nunca deixaremos de fazer a coisa certa, do jeito certo e pelos motivos certos, assim como o seu exemplo nos ensina. 

Finalmente, agradecemos pela sua confiança em nós, servidores do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que aqui seguiremos com muito orgulho de ter tido o melhor Ministro que este Ministério já teve.  

Nos despedimos com uma frase de Edmund Burke que diz o seguinte: Para que o mal triunfe basta que os bons não façam nada.  

Obrigada por ter feito tanto por nós e pelo Brasil. 

Servidores do Ministério da Justiça e Segurança Pública e órgãos vinculados 

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3 respostas

  1. Se o Dr Moro decidir ser candidato em 2022, estará fazendo a coisa certa, pois dependemos de um homem de caráter para tirar o país do atoleiro em que se encontra.

  2. Agradeço ao querido Sergio Moro, por ensinar e mostrar que fazendo a coisa certa, nos levará sempre ao lugar certo.
    Agradeço, por mostrar que o “jeitinho brasileiro e a Lei de Gerson, levou mais de uma geração para o lugar errado e as consequências estamos colhendo atualmente.

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